Quem sou eu

São Paulo, SP, Brazil
53 anos, paulista de Getulina, Cirurgião Dentista pela UNISA e Profissional de Informatica desde os anos 80. Tenho especial interesse nos temas da atualidade que de alguma forma interferem em nossas vidas pessoais e em nossos planos para o futuro.

24/03/11

Sa e Xan

Dia Internacional da Mulher

Todo dia é dia
(Ivan Ângelo, Veja São Paulo, 16/03/2011, página 142, Editora Abril)
            Ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, no último Dia Internacional da Mulher [08/03/2011], as redes nacionais de televisão aberta do país do Carnaval preferiram homenagear um tipo de mulher: a pelada.
            Para uma mulher aparecer pelada na televisão, ela tem de ter corpo. Corpaço. E isso é problema para quem precisa encarar mais de três horas de condução diária, oito de trabalho, refeição barata e calórica, tentações de padaria e fast-food, e várias horas de tarefas em casa.
            A preferência da televisão não fez jus à mulher da nossa vida, mães, esposas, namoradas, irmãs, amigas. Ninguém mais merece tanto amor e amizade, como celebra Vinicius de Moraes na Elegia Desesperada, ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade, ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.
            Poeta, acaso sabias que há mais mulheres do que homens no país? – 3,9 milhões a mais, no último Censo, a que acabamos de responder.
            Haverá para todas, poeta, haverá amor e amizade, poesia e sinceridade, alegria e serenidade? Não que os homens sejam os únicos provedores de tais bens. Eles falham muitas vezes nessa missão, e se tornam, reconheçamos, provedores justamente dos bens contrários, semeando decepção e mágoa. Filhas são agredidas e esposas desrespeitadas por homens considerados de bem quando as portas do lar se fecham. Que descontrole os governa?
            Muitas nem precisam tanto assim de homens para amor, poesia e alegria. Têm amizades, namoradas e companheiras que saberão atendê-las. Mas 4 milhões é muita gente, pode haver falta.
            Até a idade de 20 anos, a balança dos sexos feminino e masculino é mais equilibrada, os homens são na verdade pequena maioria. Depois, até os 50 anos, o número de mulheres ultrapassa muito o de homens. Porque, jovens, eles morrem de aventura – acidentes, assaltos, brigas; e, maduros, morrem de stress. Após os 50 anos, é ainda maior o número proporcional de mulheres. Resultado: elas ficam sós por mais tempo.
            Já há alguns anos, o Rio é a capital em que sobram mais mulheres; há 86 homens para cada 100 mulheres. A violência é uma das razões. Em São Paulo, seis anos atrás, a conta era 91 mulheres para 100 homens. Está sendo atualizada e deve continuar por aí. São cerca de 900 000 mulheres a mais na área metropolitana. A prefeitura fez até um levantamento por região, detectando predomínio de viúvas na Mooca e de descasadas em Pinheiros.
            O excesso aumenta nossa responsabilidade – a nossa, dos homens de boa vontade – e o mês da mulher, março, convida a pensar nisso. O pior, ou melhor, sei lá, é que se diz que o déficit alto de homens no Rio está direcionando de lá para São Paulo as antenas das mulheres com esperança de união estável.
            É responsabilidade nossa contribuir para o bem-estar da mulher, 50%, pelo menos. Elas já têm contra si a variação hormonal, a obrigação da beleza, a pele mais sensível, o peso da gravidez, a amamentação, o salário menor, o funcionamento da casa, a maior suscetibilidade à celulite, o prazer mais trabalhoso… Ela quer beijo, bom humor, saber que foi lembrada durante o dia. Mínimas coisas: uma flor, uma frase, uma empadinha, um telefonema, um torpedinho. Tendo carinho, os outros 50% pode deixar que ela faz.
            E, às que sobram na estatística, quem dará seu quinhão de amizade, sinceridade e serenidade que o poeta pedia? Vamos, homens, temos trabalho extra a fazer.

Connecting the dots...

Discurso do Steve Jobs para os formandos em Stanford 2005.

Ele aconselha os formandos a seguirem seus corações, confiantes, mesmo que os caminhos levem a lugares diferentes do previsto. O imperativo é ter amor por aquilo se que faz.

Através de 3 histórias sobre sua vida, Jobs mostra que "ligar os pontos" não é algo fácil de se fazer olhando para o presente ou para o futuro, mas é possível perceber claramente quando "os pontos foram ligados" olhando se para o passado. Eventos que no presente parecem ruins e sem importância, podem vir a serem as melhores coisas que aconteceram em nossas vidas. O determinante aí é o amor pelo trabalho que está realizando ou pela escolha que se faz.

"350""350"

Ele faz algumas reflexões sobre a paixão, sobre o trabalho, sobre a morte e sobre outros temas relevantes da vida.

Por fim aconselha que devemos seguir famintos e tolos. Eu interpreto esse conselho final como sendo "o estado de espírito que nos faz sempre buscar algo com determinação". Buscar algo que nos ensine e nos alimente. Porém, cuidado com o orgulho. A certeza de que " já chegamos lá " é um convite à estagnação.
"350""350"

Vale a pena ver. É uma lição de vida dada por um homem que influenciou e continua influenciando o nosso tempo. Bom vídeo e boas reflexões a todos.

Quem quiser salvar os links em seus favoritos, voilà:

28/11/08

Votação Eletrônica. Rápidez e Confiança. Será ?

Amigos

Estou inaugurando meu blog neste momento com a discussão de um tema que acho fundamental numa democracia:

- O meu voto foi computado corretamente ?
- Foram computados apenas os votos dos eleitores ou tem "gato" nas urnas ?
- Em caso de duvida, podemos recontar os votos pra chegar ao número verdadeiro ?

Se essas respostas não puderem ser dadas com um convincente SIM, a democracia ficará sériamente ameaçada.

Vejam no vídeo abaixo, o tema numa reportagem realizada pelo TerraTV:

http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2481&contentid=217122